terça-feira, 9 de setembro de 2008

Forças de Segurança

Reforma favorece mal-estar


A subida da criminalidade organizada no País é um libelo acusatório da política de segurança deste Governo, alertou, no passado dia 27, em conferência de imprensa, José Neto, membro da Comissão Política do PCP, que atribui este fenómeno também á degradação da situação social e económica, aos cortes orçamentais, á falta de coordenação e precariedade das condições de serviço dos profissionais das policias.

Aliás, a reforma das Forças de Segurança, aprovada pelo PS, tem favorecido a instalação de um clima de mal-estar nas polícias e levado á desarticulação do dispositivo policial e ao afastamento das polícias das comunidades e das populações, privilegiando orientações e doutrinas securitárias.

Ora, os problemas da criminalidade e da segurança, diz o PCP, não se resolvem exclusivamente com medidas de natureza policial, exigem políticas de desenvolvimento integrado de justiça social e de melhoria da qualidade de vida em todos os planos.

Quanto ao ascenso da nova criminalidade organizada, não é um fenómeno inelutável, com que temos de conviver, garante o PCP, repudiando todas as teses direitistas, nomeadamente as que pretendem associar a criminalidade á democracia e á liberdade, pois, para o PCP, quem visa jugular a democracia e as liberdades não pode garantir a segurança dos cidadãos.

O PCP admite que a evolução dos fenómenos criminais e a crescente sofisticação dos meios e métodos utilizados exigem melhores preparando e operacionalizando dos meios e respostas para reprimir o crime violento e os criminosos. Mas estas devem assentar em opões políticas de serviço público, numa polícia preventiva próxima e com uma actuação proporcionada, que respeite os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Mais, exigem investimentos em todas as vertentes e medidas para uma efectiva coordenação, desmilitarização e democratização das forças e serviços de segurança.

Não é este, porém, o caminho para que apontam as leis agora promulgadas pelo Presidente da República, particularmente a Lei de Segurança Interna é portadora de preocupantes concepções autoritárias, diz o PCP, para quem a segurança e tranquilidade das populações e do País exigem uma profunda alteração das orientações fundamentais da política de segurança interna e da actuação das forças policiais.

In “Jornal do Avante” 04.Setembro.2008

Nada nos espanta as afirmações deste colunista, pois que, já em tempos, também nós, tivemos oportunidade de manifestarmos nas mais altas instâncias deste país essa opinião.

Esta reestruturação das FSS apenas serviu para redistribuir as jurisdições da GNR e PSP, pois que quanto ao resto, continuamos a aguardar pacientemente por melhor.

Depois de lermos atentamente as leis 52/2008 e 53/2008, percebemos perfeitamente o peso que tem algumas das afirmações do colunista, e adiantamos, também nós, estamos a preparar documentação que leve os nossos políticos e quiçá os tribunais, a redefinir as competências de determinadas entidades alheias ao serviço de polícia e em particular sem o estatuto de OPC que a lei confere à PM.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

"LIBERDADE SIM, MAS COM MODERAÇÃO"

Este Blogue quando foi criado, teve como objectivo abrir um espaço de debate onde se pudesse postar opiniões sobre os temas que a ASPPM colocasse em discussão.
Verificámos, lamentavelmente, que alguns dos intervenientes, extravasaram os temas em debate.
Independentemente da opinião que esta Associação possa ter sobre o enquadramento jurídico-institucional da Polícia Marítima, não devemos permitir que os intervenientes utilizem de uma linguagem (menos cuidada) da forma que tem sido feito e assim, anonimamente, se sirvam do veículo que este blogue possa lhes proporcionar para ofender outros.
Á imagem de outros blogues/fóruns etc, decidimos que a partir de agora e até que assim o entendamos, os comentários serão objecto de moderação por parte desta associação.
Esperamos que esta atitude não seja motivo para deixarem de participar.
Entretanto, serão retirados do blogue aqueles comentários que, pelo tipo de linguagem utilizada (palavras obscenas), justifiquem tal.
A todos um Bem Hajam.

Jorge H. Veloso Lopes
Presidente da ASPPM

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

EX-DIRECTOR DA PJ QUER POLÍCIA ÚNICA

Fusão. Santos Cabral considera que se perdeu oportunidade de debate O antigo director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, defende a criação de uma única polícia em Portugal que concentre os poderes dispersos por todas as forças de segurança, como por exemplo, a PJ, a GNR ou a PSP. Santos Cabral apresentou esta tese ontem ao DN, depois de considerar que a nova lei orgânica da PJ foi uma oportunidade falhada para se fazer um debate sobre a restruturação das forças policiais.

Para o agora juiz do Supremo Tribunal de Justiça, é urgente concentrar a informação dividida por todos os órgãos de investigação criminal numa única polícia, sob pena de se perder a batalha contra o novo crime organizado. E para o magistrado não interessa se a nova força policial que defende fica dependente do Ministério da Administração Interna ou do Ministério da Justiça. Apenas que concentre a informação e os investimentos contra criminosos cada vez mais preparados.

"Estou a pensar na criminalidade organizada, como a financeira, onde é preciso perceber quem a combate. É preciso discutir quantas polícias e que diálogo queremos", argumenta Santos Cabral, que apresenta logo de seguida a sua própria proposta. "Devíamos fazer como os austríacos, que criaram uma única polícia e que têm dado resposta muito eficaz a novos problemas, como o terrorismo". A este propósito, convém informar que até 1 de Julho de 2005, a Áustria tinha três polícias nacionais, todos na dependência hierárquica do Ministro do Interior federal. Mas diferenças entre os sistemas informáticos e a existência de três corpos de investigação criminal diferentes ditou a criação de uma força policial única.

Recorde-se que não é a primeira vez que se fala da concentração das polícias em Portugal, mas até agora a discussão tinha-se centrado principalmente na junção de todas as forças sob a tutela do Ministério da Administração Interna.
in (Diário de Notícias - 16AGO2008)

Foi assim que há uma semana este Magistrado, trouxe de novo à discussão pública a tão famigerada reestruturação da FSS por forma que fossem canalizados todos os poderes das diversas polícia para uma só.
Nada nos espantou estas declarações, excepto que se esqueceu de umas quantas, que por se enquadrarem na sua especialidade, ficaram esquecidas, como é o caso da Polícia Marítima.
Esta medida, aplicada a um País tão pequeno como o nosso, iria trazer uma economia significativa de meios e um aumento de eficácia no combate ao crime, razão pela qual existimos.
Mas parece que só uns quantos de nós assim vemos. Por isso até lá, continuemos a erguer a nossa voz.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

MASSAGENS PROMISCUAS

Fruto de um investigação intensa, descobrimos um vídeo que ilustra o que alguém disse sobre a matéria.
É pois com toda a justiça e em abono da verdade, que compreendemos o que quer dizer " Sabemos como começam mas nunca como acabam".
As massagens são pois um perigo para a saúde, principalmente se o massagista não prezar por uma higiene dérmica ou tão somente não recorrer a tratamento de manicura com regularidade.






terça-feira, 29 de julho de 2008

Massagens proibidas nas praias algarvias

Hoje fomos "bombardeados" em quase todos os órgãos de comunicação social com as notícias a que se refere o título.
Nada nos surpreendeu, mas ainda assim, face ao conteúdo dos comentários feitos no jornal semanário "EXPRESSO", no endereço que se transcreve, achámos por bem reproduzir a notícia.

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/380524

"Há massagens e massagens", alega Reis Ágoas, da Autoridade Marítima do Sul. "Ninguém sabe como elas acabam". Por isso mesmo a técnica de relaxamento vai ser proibida nas praias algarvias.

Paula Cosme Pinto

Massagens proibidas nas praias algarvias O Sindicato de Massagistas ressalva que os concessionários devem contratar técnicos com habilitações
Nuno Botelho
O Sindicato de Massagistas ressalva que os concessionários devem contratar técnicos com habilitações

Depois da proibição de prática de kite surf e windsurf na Ria Formosa, o Comando Marítimo do Sul volta à carga com uma nova interdição: as massagens nas praias algarvias estão proibidas porque "ninguém sabe como elas acabam". O Sindicato de Nacional de Massagistas de Recuperação (SIMAC) considera a situação "no mínimo caricata".

Em declarações à TSF, Reis Ágoas, da Autoridade Marítima, frisou que esta técnica de relaxamento é "um perigo para a saúde pública", alegando que há "massagens e massagens", pelo que podem terminar em situações mais íntimas.

"Surpreendida com tais argumentos", Maria de Jesus Garcia do SIMAC, considera que "para alguém pensar assim é porque alguma coisa já fez". Ao Expresso, a coordenadora do curso de massagem de recuperação do SIMAC disse ainda achar "totalmente despropositado invocar a massagem como um perigo para a saúde pública", considerando "caricato proibir uma técnica que nem sequer está regulamentada".

A falta de regulamentação é precisamente o que mais preocupa o SIMAC, que ressalva: "neste momento qualquer pessoa pode fazer massagens, tendo ou não formação. É muito importante que os concessionários das praias tenham atenção redobrada às habilitações dos profissionais que contratam".

Concessionários indignados

Também em desacordo com a proibição estão os concessionários das praias do sul. Ao Observatório do Algarve, António Quina, que explora a praia da Terra Estreita, em Tavira, classificou de ridícula a nova interdição: "Este ano, o que nós estamos aqui a fazer é ilegal. É ridículo! É um atentado ao turismo em Portugal".

António Quina defende ainda que "fazer massagens na praia não põe em causa a saúde pública, antes pelo contrário, é uma forma de promover a saúde pública, o lazer e o relaxamento".