sexta-feira, 22 de agosto de 2008

EX-DIRECTOR DA PJ QUER POLÍCIA ÚNICA

Fusão. Santos Cabral considera que se perdeu oportunidade de debate O antigo director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, defende a criação de uma única polícia em Portugal que concentre os poderes dispersos por todas as forças de segurança, como por exemplo, a PJ, a GNR ou a PSP. Santos Cabral apresentou esta tese ontem ao DN, depois de considerar que a nova lei orgânica da PJ foi uma oportunidade falhada para se fazer um debate sobre a restruturação das forças policiais.

Para o agora juiz do Supremo Tribunal de Justiça, é urgente concentrar a informação dividida por todos os órgãos de investigação criminal numa única polícia, sob pena de se perder a batalha contra o novo crime organizado. E para o magistrado não interessa se a nova força policial que defende fica dependente do Ministério da Administração Interna ou do Ministério da Justiça. Apenas que concentre a informação e os investimentos contra criminosos cada vez mais preparados.

"Estou a pensar na criminalidade organizada, como a financeira, onde é preciso perceber quem a combate. É preciso discutir quantas polícias e que diálogo queremos", argumenta Santos Cabral, que apresenta logo de seguida a sua própria proposta. "Devíamos fazer como os austríacos, que criaram uma única polícia e que têm dado resposta muito eficaz a novos problemas, como o terrorismo". A este propósito, convém informar que até 1 de Julho de 2005, a Áustria tinha três polícias nacionais, todos na dependência hierárquica do Ministro do Interior federal. Mas diferenças entre os sistemas informáticos e a existência de três corpos de investigação criminal diferentes ditou a criação de uma força policial única.

Recorde-se que não é a primeira vez que se fala da concentração das polícias em Portugal, mas até agora a discussão tinha-se centrado principalmente na junção de todas as forças sob a tutela do Ministério da Administração Interna.
in (Diário de Notícias - 16AGO2008)

Foi assim que há uma semana este Magistrado, trouxe de novo à discussão pública a tão famigerada reestruturação da FSS por forma que fossem canalizados todos os poderes das diversas polícia para uma só.
Nada nos espantou estas declarações, excepto que se esqueceu de umas quantas, que por se enquadrarem na sua especialidade, ficaram esquecidas, como é o caso da Polícia Marítima.
Esta medida, aplicada a um País tão pequeno como o nosso, iria trazer uma economia significativa de meios e um aumento de eficácia no combate ao crime, razão pela qual existimos.
Mas parece que só uns quantos de nós assim vemos. Por isso até lá, continuemos a erguer a nossa voz.
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