sexta-feira, 27 de junho de 2008

ENCONTRO NACIONAL DE PROFISSIONAIS DE POLÍCIA


A.S.P.P.M.

ASSOCIAÇÃO SÓCIO – PROFISSIONAL

P O L Í C I A M A R Í T I M A

No âmbito das iniciativas da Comissão Coordenadora Permanente das Associações e Sindicatos das Forças e Serviços de Segurança, estrutura esta, da qual a Associação Sócio Profissional da Polícia Marítima - ASPPM é membro, juntamente com as principais estruturas representativas dos profissionais da GNR, PSP, Guarda Prisional e SEF, vai ser levado a efeito no próximo dia 30 de Junho, pelas 14H00 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa, um encontro nacional destes profissionais.

O objectivo deste encontro é trazer à discussão pública, os principais problemas que nos afectam, nomeadamente, nas matérias de assistência na saúde, aposentação, estatuto social e remuneratório, e condições gerais de serviço.

As constantes ofensivas do governo, merecem uma tomada de posição que seja manifestamente uma exibição do nosso repúdio ao ostracismo que este Governo tem dirigido aos representantes das Associações e Sindicatos das Forças de Segurança.

Não Faltes!

O Governo, tem-nos atacado ou ignorado os nossos apelos ao diálogo; este mandato dura há uma eternidade, e em consequência disso, é evidente como temos sido atingidos:

Ø Perdemos direitos na saúde e na reforma;

Ø Perdemos o poder de compra;

Ø Falta-nos um Sistema Remuneratório próprio, ajustado ao risco da nossa missão;

Ø Falta-nos os Subsídios de Patrulha e de Piquete;

Ø Não nos pagam o Subsídio de Fardamento devido no período MARÇO 1996 – DEZEMBRO 2005;

Ø Não actualizam o Subsídio de Fardamento;

Ø Não cumprem a Portaria dos Transportes;

Ø Permitem que a Administração Militar execute um Regulamento de Movimentos e Colocações injusto;

Ø Permitem que a Administração Militar persiga disciplinarmente os dirigentes associativos;

Ø Não regulamentam o Horário Normal de Serviço;

Ø Não nos dão o Comando Autónomo;

Ø Não nos dão a Autonomia Administrativa;

Porque merecemos mais do que este governo prometeu.

Porque não aceitamos continuar de braços cruzados, contamos contigo para esta acção de protesto, pois que é fundamental a tua participação.

Dia 30 Junho – Grita Presente!

Vem erguer bem alto a nossa Bandeira

São os teus direitos que estão em causa!

A DIRECÇÃO NACIONAL

segunda-feira, 23 de junho de 2008

FALTA-NOS "MÃO DE OBRA"

Alteração à ordem pública, e agressões aos agentes da PSP que ocorreram à praia de Santo Amaro de Oeiras no passado dia 21 Junho, mereceram a atenção de diversos órgãos de comunicação social.

Os factos ali ocorridos, mereceram as mais variadas opiniões de diversos sectores da nossa sociedade, entre eles a própria ASPPM, que manifestou a carência de pessoal com que se debate a Polícia Marítima, bem como, a falta de coordenação entre as Forças de Segurança.

Das muitas questões colocadas e respondidas pela ASPPM aos diversos órgãos de comunicação social, extraímos a entrevista dada à SIC Notícias e aqui reproduzida.

Ao longo dos últimos dez anos, as actividades ligadas ao espaço ribeirinho cresceram em mais de 300%, e com elas uma população de consumidores nacionais e estrangeiros. Por outro lado, muitas autarquias em acompanhamento deste desenvolvimento, criaram infra-estruturas e acessos que as permeabilizaram.

Se bem que só isso, fosse por si suficiente para equacionar o aumento do Quadro da Polícia Marítima, tal não aconteceu, e em abono da verdade, não por culpa do Comando Geral, mas sim por falta de decisão política.

Existe outro factor de ponderação a que dedicamos especial atenção; o ratio carga horária/homem/semana, já que esta associação não concebe que os profissionais da PM, estejam sujeitos a um horário desumano, que afecte o equilíbrio físico e psicológico para o desempenho da sua missão.

Daí entendemos que, partindo da carga horária que a Lei estabelece, - 36 horas semanais -, e de quantos homens são necessários para preencher o serviço num período de 24 horas, recorremos à seguinte fórmula:

NH=D.Sm/Ms

Sendo que,

NH= X (Nº de homens necessários)

D=24 (horas do dia que um determinado serviço tem de ser assegurado)

Sm=7 (dias da semana)

Ms=36 (média de horas semanais de cada homem)

Com base nos cálculos por nós realizados, apurámos que teríamos que dispor de 2352 efectivos.

Resta acrescentar que estes números foram encontrados tendo por base a dimensão da nossa área, mas não menos importante, o binómio de homens necessários aos serviços para levarem a cabo a sua missão.


video

domingo, 1 de junho de 2008

Pescadores em fúria

01 Junho 2008 - 00h30
Matosinhos - conflitos violentos e destruição na lota
Pescadores em fúria
Dezoito horas de bloqueio na Docapesca de Matosinhos terminaram ontem em confrontos violentos entre armadores, pescadores e polícias. Os agentes, que tinham garantido não agir dentro da doca, invadiram a lota e impediram a saída de uma tonelada de peixe que os armadores, em greve, queriam dar a instituições de caridade.
Em causa estava um diferendo entre pescadores e comerciantes. Muitos vendedores, que já tinham pago o pescado, recusavam a dádiva deste. "Tiveram 48 horas para vender o peixe. É má-fé. Querem aproveitar a nossa greve para especular e ganhar mais. Não sai nada", prometia o armador, José Nunes, pelas 10h00.
Foi após o almoço que o braço-de-ferro, durante o qual os armadores chegaram a ameaçar "queimar tudo", acabou. Quando os pescadores invadiram a lota para dar o peixe, já a PSP os seguia. "Deram uma bastonada num armador. Tentámos apelar, acalmar, não conseguimos", disse Américo Postiga, armador.
O caos instalou-se pelas 15h30. Dentro da lota, pescadores e agentes da PSP e Polícia Marítima esmurravam-se, enquanto os comerciantes choravam o peixe no chão. Um agente ficou ferido com uma caixa de peixe na cabeça. Os ânimos aqueceram e a polícia não conseguia controlar a violência. Alguns queriam ver as anunciadas 20 toneladas de peixe espanhol. "É peixe ilegal, comprado sem facturas, de um barco fura-greves", explicou José Nunes.
Fora do armazém da lota, José Luís Silva, da Associação de Armadores de Pesca do Norte, culpou os comerciantes e o ministro. "Os vendedores preferiam deixar o peixe apodrecer, em vez de o dar aos pobres", afirmou. Ao ministro também não poupou críticas. "Não satisfez as pretensões dos pescadores." Os pescadores desmobilizaram pelas 18h00 e reúnem-se hoje no porto da Póvoa do Varzim.
in "CORREIO DA MANHÃ"



A propósito desta notícia e visionados os noticiários, foi com algum espanto que esta Associação verificou que apenas estavam presentes dois agentes da Polícia Marítima, sendo que só um deles pertencia ao Comando Local de Leixões, os restantes eram camaradas da PSP.
Sabendo-se que a PM já dispõe de pessoal formado em manutenção de ordem pública, o qual tem sido exibido em diversas acções promocionais, fica aqui uma pergunta: Onde estavam eles???